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Conheça o método construtivo chinês que vem revolucionando o mercado da Construção Civil

Com certeza você já deve ter ouvido falar que os chineses conseguem fazer qualquer coisa de forma mais organizada, mais rápida e mais eficiente, e no setor da construção civil não seria diferente. De infraestruturas de transporte em geral a edifícios, a China segue quebrando seus próprios recordes.

Um bom exemplo disso é o sistema metroviário do país, que desde sua implantação na capital Beijing, em 1979, se tornou o maior do mundo. Uma breve comparação nos permite compreender a grandiosidade desta empreitada. Enquanto as linhas de metrô mais tradicionais do ocidente, como a de Londres e de Nova Iorque, inauguradas cerca de um século antes, já contavam, em 2016, com significativos 420 km e 331 km de trilhos em operação, respectivamente, Beijing, em apenas 37 anos, construiu impressionantes 599,4 km de trilhos.

A diferença torna-se ainda mais extraordinária ao comparamos a evolução deste meio de transporte na megacidade Xangai, com aquele presente na cidade do Rio de Janeiro.

Inaugurado 14 anos após o metrô carioca, o sistema asiático já apresentava em 2016, uma malha metroviária de 637 km, porte 11 vezes superior ao apresentado pela cidade brasileira no mesmo ano, 58 km.

Mas não só sobre trilhos destacam-se os chineses. Em dezembro de 2016 o país tornou-se detentor de mais um recorde ao encerrar a construção daquela que se tornou a ponte mais alta do mundo. A Ponte Beipangjiang, com 1.341 m de extensão, conecta as províncias de Yunnan e Guizhou, e demorou três anos para ser concluída. Entretanto, o que realmente chama atenção é a altitude máxima alcançada pela mesma, que atinge 564 m em seu vão central, sobre o Rio Beipan.

No Brasil, o mesmo tempo foi necessário para erguer a Ponte Juscelino Kubitschek, na capital federal, a qual apresenta comprimento total de 1.200 m, a uma altura de cerca de 18 m sobre o Lago Paranoá.

Porém, é na edificação de prédios comerciais e multifamiliares que o país mais populoso do mundo vem se destacando exponencialmente. Utilizando-se de um sistema construtivo inovador e de técnicas de planejamento e gerenciamento modernas e eficazes, a empresa nacional Broad Sustainable Buildings Co. LTD (BSB) realizou, nos últimos anos, verdadeiras façanhas, antes consideradas absolutamente inviáveis até pelos mais crédulos. Em 2012, a companhia inaugurou o TS30 Hotel, prédio de 30 andares situado na cidade chinesa de Changsha. Com cerca de 100m de altura o edifício foi construído em surpreendentes 15 dias.

O sucesso do empreendimento fomentou o interesse em superar os próprios limites e, sendo assim, em 2015, o grupo empresarial concluiu, na mesma cidade, o Mini Sky City, gigante de 57 andares e mais de 180 mil m² de área construída, que abriga 800 residências, além de um espaço comercial para 4 mil pessoas. O tempo de construção? Inacreditáveis 19 dias, isto é, cerca de 3 novos pavimentos a cada 24 horas. Vale lembrar que no Brasil, a construção de um edifício de 5 andares em menos de 3 meses é considerado um prazo extremamente satisfatório.

Como isso é possível? A empresa investiu em inovação por meio de um avançado sistema de pré-fabricação, que proporciona menor consumo de energia, reduz a poluição ambiental e preserva recursos energéticos. O uso de estruturas metálicas diagonais conjugadas a tabuleiros, colunas e painéis verticais de 20cm de espessura, é rápido e seguro,  tornando a estrutura resistente a todos os esforços possíveis, inclusive terremotos. Além disso, tratando-se de um sistema altamente industrializado, 90% do tempo de produção ocorre em fábricas com ambiente controlado, enquanto os 10% restantes são consumidos, de fato, no içamento e posicionamento das peças no canteiro de obras, o qual se transforma em uma verdadeira central de montagem.

Contudo, ainda que com a adoção de um sistema moderno, a celeridade de execução das obras não seria possível sem o uso de técnicas gerenciais adequadas. Com isso, o início de todo o processo é precedido por um longo período de planejamento, e a realização dos serviços é monitorada por meio do emprego de metodologias avançadas, tais como o Just-in-Time (JIT), que só admite a entrega de novos insumos no canteiro no momento de sua utilização, reduzindo espaços de armazenamento e tempos de deslocamento.

Outro fator complicador é o controle da elevada quantidade de funcionários em atividade simultânea e ininterrupta, o que só é viável devido a eficazes sessões de briefing, e a um gerenciamento eficiente fundamentado em organogramas, histogramas e diagramas de rede bem elaborados, uma vez que é imprescindível que cada colaborador saiba exatamente o que fazer e quando fazer.

Sendo assim, em se tratando da construção de arranha-céus, podemos concluir que, de acordo com os chineses, o céu é realmente o limite!

FONTE: INSTITUTO BRAMANTE

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